A “Ampara”

A “Ampara”

A “AMPARA”

Depois da poda, os primeiros abrolhos (novos rebentos) começam a surgir e de seguida, a flor, a polinização e por fim, forma-se o fruto, no início de Maio.

Nesta fase os trabalhos na vinha, consistem na “ampara”, na condução e na poda dos novos ramos que são essenciais para manter a vinha equilibrada para a recepção da luz, o controlo do vigor, dos níveis de produtividade e proporcionar adequadas condições de maturação das uvas.

A “ampara”, segundo a terminologia regional, consiste em orientar e prender os pâmpanos (novos ramos) com vimes ou juncos para o arame simples ou duplo de posição imediatamente superior ao arame de condução. É de extrema importância que esta operação se realize oportunamente e num espaço de tempo tão curto quanto possível, já que o crescimento é nesta altura, muito rápido.

Nota: Segundo uma sequência temporal são habitualmente consideradas as intervenções seguintes na vegetação e produção: desladroamento, orientação da vegetação, desponta , desfolha (quando justificável) e monda de cachos (quando justificável).

Os “Guerreiros” do Douro

Os “Guerreiros” do Douro

Em 2014, com 92 anos fez a sua última vindima na Quinta do Espinho.

A Camila não foi só uma mulher que nasceu, cresceu, viveu, trabalhou e morreu no Douro.

Aprendeu com os seus pais o trabalho na vinha, os quais já tinham aprendido com os seus avós, e estes, já o tinham feito com a geração anterior. Estes homens e mulheres trabalham um ano inteiro para o momento da colheita, a vindima. Vivem da terra e para a terra.

Ainda hoje, o vinho que se produz nesta região não dispensa o trabalho do homem. Esta homenagem a todos os “guerreiros”, simbolizada pela Camila, é para nós sinónimo de enorme respeito e apreço pelas gentes do Douro.

As vinhas mais antigas (1750) do Douro plantada em socalcos tradicionais, suportados por muros de pedra foram construídos à mão pelos “guerreiros” do Douro. Séculos de trabalho árduo, em condições climatéricas extremas, não são indiferentes a ninguém .

Com um dos terroir´s mais distintivos da história da viticultura, os socalcos proporcionam  uma das paisagens vínicas mais fantásticas do mundo.

Nota: A vinha tem trabalho durante 11 meses por ano durante todo o ciclo vegetativo da videira (de Dezembro a Outubro).

 

 

 

 

 

O início do ciclo do vegetativo da vinha

O início do ciclo do vegetativo da vinha

Em março dá-se o início de um novo ciclo vegetativo da videira  com “o choro da videira”. As videiras que foram podadas no inverno  perdem a sua seiva e o fim das temperaturas baixas começa a permitir a  actividade enzimática da planta. 

Três a cinco semanas após esta fase dá-se o  abrolhamento ou rebentação dos gomos. Estas fase da videira é responsável pelos primeiros botões florais e separação de cachos. 

A floração na Quinta do Espinho começou nas primeiras semanas de maio, aproximadamente oito semanas depois do abrolhamento.

As temperaturas secas e quentes desta Primavera favoreceram o início da floração e de todo este ciclo novo da videira.

A floração dura cerca de dez dias e traduz-se na abertura das flores. O sucesso da polonização e da fecundação são fundamentais para que o fruto vingue nas videiras. Inicialmente desenvolvem-se uns cachos embrionários e depois uns pequenos bagos assumem a forma de grão de ervilha que virá a ser uma uva.

As nossas amigas abelhas tem um papel fundamental nesta fase ou não fosse a primavera a sua estação.

Após a floração os cachos iniciam uma nova fase a de maturação que falaremos mais para o fim do mês de junho.

Sabia que o dia da floração “dita” o dia da vindima, pois esta acontece 100 dias após o início da floração. Este ano estaremos a entrar na vindima no início de setembro!

O “Branco dos Brancos”

O “Branco dos Brancos”

A Moon Lisboa produziu a nossa campanha publicitária para 2 vinhos da Quinta do Espinho, o Noemi  e o Reserva Tinto.

red wine douro

Segundo Tiago Rebelo “este tipo de parcerias permitem a construção de uma relação win-win, ou seja, uma relação que promove a imagem e visibilidade quer da marca, quer da agência.”

vinho tinto

Para a Quinta do Espinho “é com muita satisfação que nos associamos a iniciativas que potenciam novas ideias criativas e dão notoriedade a projectos de pequenas dimensões”. Em relação à campanha, considera-se o resultado final de grande qualidade pelo facto da ideia ser muito simples, objectiva e eficaz.

Obrigada Tiago e equipa da Moon!

http://www.moonlisboa.com/

As  estrelas da semana

As estrelas da semana

Os resultados da 11ª edição do Sommelier Wine Awards, foram conhecidos esta semana.

Nesta edição foram provados aproximadamente 3.000 vinhos, foi feita a maior contagem de medalhas de sempre e participaram 120 empresas on-trade.

As provas são cegas e por categoria, com uma seleção restrita de preço/qualidade. Entre os jurados deste concurso estão vários sommeliers de restaurantes e hotéis Ingleses, os jurados são do on-trade para o on-trade.

As nossas estrelas foram o Quinta do Espinho Colheita 2013 e Quinta do Espinho Reserva 2011, vinhos que foram premiados com medalha de ouro e bronze respectivamente.

O Quinta do Espinho Colheita 2013

Produzido com as castas Touriga franca, Tinta roriz e Tinta barroca, envelhecido em cascos de carvalho francês durante 6 meses. Os comentários dos jurados foram:

“Spring Restaurant’s Antoine Cabre enjoyed this Gold winner’s ‘lovely, attractive nose with nice freshness, a sharp attack but fresh and fruity character, and well-balanced spices’, while team leader Annette Scarfe MW also found it ‘juicy and spicy, with a warming finish but soft and structured, ripe tannins’. Cavalry & Guards Club’s Andre Luis Martins found ‘rich cherry notes with some meaty character, too’, while team leader Lionel Periner recommended this be paired with duck.”

O Quinta do Espinho Reserva 2011

Produzido com as castas seleccionadas da Quinta predominando a Touriga nacional, Touriga franca e Tinta roriz. Sendo um vinho com um grande potencial de envelhecimento. Os comentários dos jurados foram:

A ‘lovely example’, began team leader Annette Scarfe MW, who found ‘ripe black and red fruits with soft, ripe tannins and a juicy mid-palate’, while Spring Restaurant’s Antoine Cabre highlighted ‘lovely pepper and berries, and a good, complex palate style’.

Muito obrigado à Portuguese Fine Wine Co, distribuidora dos nossos vinhos no mercado inglês.