Vindima na Quinta do Espinho

Vindima na Quinta do Espinho

Colheita, transporte, pisa, fermentação….enfim vindima

A seca que este ano afetou o Douro levou que antecipássemos as vindimas duas semanas, não há memória desta antecipação.

Apesar de termos iniciado a vindima mais cedo, esta decisão, tal como em anos anteriores, foi tomada poucos dias antes do seu início, pois a maturação das uvas varia de casta para casta e, também, consoante o local e a exposição.

A vindima começa no primeiro dia da colheita. Devido às características típicas do terreno a colheita das uvas é feita manualmente, o que permite que o trabalhador possa, através do seu conhecimento, fazer uma pré-seleção dos cachos a colher. Daí o termo de a vindima começar na vinha!

 

Antigamente este carácter manual e humano da vindima, omnipresente na paisagem em socalcos do Douro, estendia-se à recolha e ao transporte. Esta era feita por homens que carregavam às costas cestas de vime com 70kg de uvas, patamar a patamar.

Atualmente o transporte é feito de forma mecânica, sendo as uvas transportadas por trator com o Agostinho ao volante, dentro de caixas plásticas com capacidade de 25kg. Estas caixas garantem a integridade das uvas, pois evitam que sejam esmagadas pelo seu próprio peso. Quando isto acontece a fermentação natural é imediatamente desencadeada.

Após o transporte, segue-se a seleção, desengace e pisa ou esmagamento em lagar ou em cubas de aço inoxidável. Depois ocorre a fermentação por um período de cerca de 7 dias, seguida pela prensagem, encuba e estágio de vinho.

Ao final do dia estamos prontos para a pisa, é uma alegria entrarmos para o lagar os 3 com os miúdos e amigos que ficam para jantar.

Todos os anos, nas vindimas, há sempre algum que mergulha, este ano foi o Zé Pedro!

Os nossos vinhos refletem os investimentos realizados na recuperação dos velhos lagares e na nova adega, não perdendo a tradição vitivinícola de séculos, que lhes confere o caracter inconfundível.

Acreditamos que 2017 será um ano de colheitas excepcionais!

 

 

 

Os “Guerreiros” do Douro

Os “Guerreiros” do Douro

Em 2014, com 92 anos fez a sua última vindima na Quinta do Espinho.

A Camila não foi só uma mulher que nasceu, cresceu, viveu, trabalhou e morreu no Douro.

Aprendeu com os seus pais o trabalho na vinha, os quais já tinham aprendido com os seus avós, e estes, já o tinham feito com a geração anterior. Estes homens e mulheres trabalham um ano inteiro para o momento da colheita, a vindima. Vivem da terra e para a terra.

Ainda hoje, o vinho que se produz nesta região não dispensa o trabalho do homem. Esta homenagem a todos os “guerreiros”, simbolizada pela Camila, é para nós sinónimo de enorme respeito e apreço pelas gentes do Douro.

As vinhas mais antigas (1750) do Douro plantada em socalcos tradicionais, suportados por muros de pedra foram construídos à mão pelos “guerreiros” do Douro. Séculos de trabalho árduo, em condições climatéricas extremas, não são indiferentes a ninguém .

Com um dos terroir´s mais distintivos da história da viticultura, os socalcos proporcionam  uma das paisagens vínicas mais fantásticas do mundo.

Nota: A vinha tem trabalho durante 11 meses por ano durante todo o ciclo vegetativo da videira (de Dezembro a Outubro).

 

 

 

 

 

Vindima 2016

Vindima 2016

Como em anos anteriores, o processo de vinificação na Quinta do Espinho inicia-se na vinha, com o corte e transporte das uvas em caixas de 25-kg que garantem a sua integridade, estendendo-se à selecção, desengace e pisa ou esmagamento em lagar ou em cubas de aço inoxidável. Segue-se a fermentação do mosto durante um período de cerca de 7 dias, a temperatura controlada e posterior prensagem e encuba.
Posteriormente, o bagaço da uva é destinado à produção limitada de uma bagaceira de muito elevada qualidade.

O reforço das características naturais do nosso “terroir”, feito através da manutenção de orlas de mato e de áreas de pomar e produção silvícola, expressam-se no nosso vinho, no azeite e no mel.

Maturação óptima das uvas (vinha velha)

A decisão de iniciar a vindima é tomada poucos dias antes do seu início.
A avaliação e controlo da maturação ideal é decisiva para produzir vinhos de elevada qualidade. De casta para casta e mesmo uvas da mesma casta têm diferentes maturações consoante o local e a exposição.

Distribuição prévia das caixas de recolha e transporte de uvas pelos patamares das vinhas

Na preparação da vindima são distribuídas caixas plásticas de 25-kg ao longo da linha da vinha. Depois de carregadas com uva, estas caixas são recolhidas e transportadas pelo tractor para a protecção da adega.
Antigamente, de sol a sol, patamar a patamar, a recolha e transporte de uvas era feita exclusivamente de forma manual com homens a carregar com cestas de vime com 70-Kg de uvas às costas.

Trabalho manual de corte da uva para o balde

As uvas vindimadas são despejadas em pequenas caixas arejadas de 25-Kg, de modo a que não sejam esmagadas pelo seu próprio peso e a manterem-se frescas (ou é de imediato desencadeada a sua fermentação natural).

Em vez da mão e navalha de antigamente, actualmente utilizam-se as luvas e a tesoura de poda, durante o corte manual das uvas para pequenos baldes. O terreno em socalcos previne o uso da colheita mecanizada da uva. Além disso, a vindima manual garante que, através do conhecimento e discernimento do trabalhador, é efectuada a pré-seleção dos cachos a colher.

À sombra da videira e pronta a ser recolhida pelo tractor.

Recolha e transporte de uvas, em pilhas de caixas desenhadas para a sua protecção e transporte.

Tinta Roriz à entrada na adega

Uva preparada para o desengace e entrada no lagar. O período de tempo que decorre entre o corte das uvas e a sua entrada no lagar é o mínimo possível.

Fermentação em lagar

Privilegiamos a combinação de método tradicional de vinificação com o controlo de temperatura, em lagares com as mais modernas tecnologias. A fermentação estende-se por um período de cerca de 7 dias, seguindo-se-lhe a encuba e o estágio do vinho. Os nossos vinhos reflectem os investimentos feitos na recuperação dos velhos lagares e numa nova adega.

Como tantos outros anos de menor produtividade deram origem a vinhos excepcionais, acreditamos que 2016 será um destes!